
O uso de esteroides anabolizantes vem chamando cada vez mais atenção no Brasil, principalmente entre pessoas que frequentam academias e buscam ganhar músculos rapidamente. Apesar de os números variarem bastante entre os estudos, pesquisas mostram que o problema já aparece entre adolescentes e jovens.
Um levantamento com estudantes do ensino médio encontrou 5,46% de prevalência de uso de anabolizantes. Entre os meninos, o índice chegou a 10,69%, enquanto entre as meninas foi de 1,10%. Entre estudantes que praticavam esportes, a taxa chegou a 10,77%.
Já pesquisas realizadas especificamente com praticantes de musculação apresentam números ainda mais altos. Um estudo encontrou 29% de prevalência de uso, chegando a 34% entre os homens.
O problema não está apenas na busca por músculos maiores. O uso sem acompanhamento médico pode aumentar os riscos de problemas cardiovasculares, alterações hormonais, infertilidade e outros efeitos graves. Um estudo com homens identificados como usuários de anabolizantes também encontrou um risco de morte significativamente maior em comparação com um grupo de controle.
A Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que o uso de esteroides anabolizantes por adolescentes é uma realidade e representa uma preocupação de saúde pública.
Os números mostram que o problema não pode ser ignorado: a busca pelo “corpo perfeito” pode estar levando jovens e adultos a colocar a própria saúde em risco.




